No universo da proteção de dados pessoais, ela resume um conceito importante da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
Embora seja um jargão utilizado entre profissionais da área, ele traduz uma ideia principal: basta ver uma informação que permita identificar uma pessoa para que já haja tratamento de dados pessoais.
A LGPD define tratamento de dados pessoais como toda operação realizada com dados pessoais.
Essa definição vai muito além do que normalmente se imagina. Inclui coletar, registrar, organizar, armazenar, consultar, utilizar, compartilhar, eliminar e outras operações.
Na prática, sempre que uma pessoa acessa um dado pessoal para exercer uma atividade relacionada à sua função, existe uma operação de tratamento.
É justamente dessa percepção que nasceu o jargão:
Olhou, tratou.
Ao longo da minha trajetória desenvolvi uma convicção.
A conformidade não começa pela documentação.
Ela começa quando a organização compreende como os dados pessoais circulam em sua realidade.
Somente depois disso é possível definir responsabilidades, implementar controles e demonstrar conformidade.
É exatamente esse o foco do meu trabalho.
Estruturar a governança para que a privacidade, a proteção de dados pessoais e a conformidade legal faça parte da rotina da organização.
Quando alguém vê minha identidade visual pela primeira vez, normalmente enxerga apenas um nome, um cadeado e alguns símbolos.
Depois de conhecer seu significado, passa a enxergar outra coisa: o percurso do dado pessoal, a presença da governança e a privacidade aplicada.
Compreender é o primeiro passo para governar.
Porque conformidade não se resume a cumprir a lei. Ela começa na forma como compreendemos o tratamento dos dados pessoais.
Olhou, tratou.